Novas diretrizes e atenção redobrada: o que o passageiro precisa saber sobre bagagens e voos no Brasil
Por Tábita Gonçalves – jornalista de turismo e gastronomia, publisher de Sabores & Destinos
O passageiro brasileiro vive um momento de atenção renovada às regras de bagagem. A ANAC reforçou que não houve mudança oficial na franquia de bagagem de mão: o limite base continua sendo até 10 kg, com dimensões somadas de até 115 cm, conforme a Resolução nº 400/2016 — medida que, segundo a Agência, segue vigente.
O que está acontecendo, na prática, é fiscalização mais rígida em aeroportos e por parte das companhias aéreas — com verificação de peso e volume com menos tolerância que no passado.
Já em relação ao despacho de bagagem, há um tema que vem gerando expectativa: a proposta de garantir uma mala despachada de até 23 kg sem cobrança. Essa pauta existe — mas não é norma da ANAC. Ela circula como projeto de lei no Congresso Nacional e ainda depende de sanção e posterior harmonização com a regulamentação da Agência.
Enquanto isso, o cenário prático é este:
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algumas companhias oferecem 23 kg em tarifas específicas
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outras vendem bagagem despachada como adicional
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tudo depende da tarifa comprada
Ou seja: o passageiro não pode assumir que tem 23 kg garantidos por regra. Cada bilhete, cada cia aérea, cada tarifa pode trazer condições distintas.
Para evitar surpresa (e custo extra):
• pese e meça sua mala antes do aeroporto
• confira a tarifa adquirida (Light, Plus, Max, Promo, etc.)
• observe regras específicas para voos internacionais (líquidos, eletrônicos, itens restritos)
• acompanhe eventuais desdobramentos da proposta de lei dos 23 kg
Neste momento, mais do que nunca, o viajante informado evita custos imprevistos.
E num cenário em constante discussão legislativa, estar atento vale tanto quanto arrumar a mala com antecedência.